Entrevista do Neil na Rolling Stone Brasil – Janeiro 2017

Boa tarde meus amigos, trago para vocês Scans da Revista Rolling Stone Brasil , Edição 125 de Janeiro de 2017, onde o Neil comentou sobre sua carreira e seu atual projeto Desventuras em Séries.

A entrevista encontra-se na integra logo abaixo, crédito a Rolling Stone Brasil que disponibilizou em seu site:

por STELLA RODRIGUES

Comediante, apresentador. Mágica, canto, atuação. Musicais, séries, filmes, premiações. No caso de Neil Patrick Harris, de 43 anos, o clichê do artista polivalente é válido. A bola da vez é o vilão Conde Olaf nos oito episódios da primeira temporada de Desventuras em Série, que chegam à Netflix em 13 de janeiro. O programa tem como base os famosos livros infantis de Lemony Snicket, que contam a história de órfãos sob a terrível custódia de Olaf, que tenta roubar a herança das crianças. “É mais seco e intenso, um pouco mais Tim Burton”, conforme ele define, em comparação ao filme de 2004 protagonizado por Jim Carrey. Em uma conversa com jornalistas, Harris – que está sob escrutínio público desde criança, quando começou a atuar, e ficou famoso com o prodigioso doutor Doogie Howser em Tal Pai, Tal Filho – fala sobre o novo papel, antigos trabalhos e a adorável família [o chef e ator David Burtka, marido, e os gêmeos Gideon e Harper, filhos do casal], cujas fotos nas redes sociais são um ímã de likes.

Você gostou de ser um pouco malvado nesse papel?
Eu me delicio sendo malvado sempre que posso. É uma parte que na vida, por causa da natureza humana, nós tentamos suprimir. Tentamos fazer a coisa certa o tempo todo – pelo menos é isso que tento ensinar aos meus filhos. Mas quando sou pago para fazer o oposto esse é um dia divertido de trabalho.

Ter filhos pequenos é algo que tem te levado a procurar papéis nesse universo? Eles já te pediram para interpretar ou se vestir como algum personagem?
Eles ainda estão com 6 anos, David e eu lemos muitos livros para eles antes de dormir. Essa é a nossa melhor oportunidade de interpretar o maior número possível de personagens diferentes. Mas eles não me viram fazendo muitos papéis. Já sabem que eu sou ator, me viram no [musical da Broadway] Hedwig and the Angry Inch e estiveram no set de gravações de Desventuras em Série, mas muita coisa continua fora do radar deles. O que provavelmente é melhor!

O que as crianças acharam de te ver como vilão?
Eles riram de mim! Eles sabem que não sou aquele sujeito agourento e obscuro que é o Olaf. Eu me pergunto o que eles vão achar sobre o que o papai faz como profissão quando forem mais velhos… ir de Hedwig para Olaf.

A série moderniza a história?
No trailer vemos algo sobre estar online em uma das falas. É, isso foi um certo improviso. É um conto atemporal e tivemos que pensar em vários elementos, porque fazemos piada com mídia de streaming, tem humor sobre coisas online, mas as crianças não têm celular. Acho que é mais uma questão de “dar uma piscadela” para um público específico do que contextualizar em que ano estamos. Gosto de pensar que é como em Os Muppets, que parecia uma coisa de vaudeville, com a orquestra e o teatro, mas ao mesmo tempo eles podem fazer piadas que são atuais. A ideia é mais curtir o escapismo do programa.

A aparência de Olaf te deixava na cadeira de maquiagem por muitas horas, certo?
No fim do dia, depois de 14 ou 15 horas, era delicioso poder tirar a maquiagem, as próteses. Eu ficava contente com o quão jovem eu parecia! Acho que eu não dizia isso fazia décadas. Foi um processo interessante, porque me forçou a olhar muito para a minha cara, mostrou como narinas infladas ou uma sobrancelha erguida ficam no meu rosto, sabe? Nunca tinha prestado tanta atenção em certas minúcias.

Você pode terminar uma piada? Doogie Howser, Barney Stinson (personagem de Harris na série How I Met Your Mother), Hedwig e Olaf entram em um bar…
[Risos] Doogie seria barrado na porta, por ser menor de idade. Hedwig ganharia bebidas de graça porque ela faria sexo oral no barman, Olaf roubaria quantas garrafas conseguisse para poder beber mais tarde, ele estocaria. E Barney Stinson provavelmente iria comer a garçonete no banheiro.

Sendo um apresentador veterano de cerimônias de premiação, diga algo para Jimmy Kimmel, que estará à frente do próximo Oscar.
Ah, ele não precisa de conselho algum, é fantástico. Ele tem a habilidade de ser cáustico, mas ao mesmo tempo muito cativante. Essa é uma linha complicada na qual caminhar.

Confira as scans da revista em nossa galeria:

Fonte: Rolling Stone